Quero começar a fazer terapia. E agora?
Decidir que está na altura de começar um processo terapêutico pode ser difícil. A essa decisão seguem-se outras que, no meio de tantas informações e desinformações, podem tornar o caminho confuso. Como pedir ajuda? Por onde começar?
Este artigo pretender ajudar-te a dar os primeiros passos. Contém informações essenciais para que não te sintas sem chão ao iniciar este percurso de cuidado da tua saúde mental.
A melhor psicóloga para mim é…
Não há uma fórmula que garanta compatibilidade terapêutica. A terapia acontece em relação e, como em todas as relações, não há garantias absolutas. Mesmo com ponderação e pesquisa, pode ser necessária mais do que uma tentativa até que encontres a pessoa certa para te acompanhar. Ainda assim, há algumas perguntas que podem ajudar a orientar a tua escolha.
Procuras ajuda para algum tema específico?
Não é necessário um motivo além de “eu quero” para iniciares terapia; qualquer razão que te leve a tomar essa decisão é válida. Ainda assim, se sentes que há um tema mais presente – relações, luto, um momento de transição, ansiedade – isso pode ajudar a orientar a tua procura. A psicologia é um campo vasto, pelo que a experiência em determinadas áreas pode fazer sentido para o procuras neste momento.
Há caraterísticas que sejam importantes para ti?
Caraterísticas como idade, género, nacionalidade ou religião nada dizem, por si só, sobre a competência profissional. Podem, no entanto, influenciar a forma como te sentes na relação terapêutica. Se sabes que certas características são importantes para ti, ou, por exemplo, que te dificultam confiar, é legítimo ter isso em conta.
Já fizeste terapia antes?
Se esta não é a tua primeira experiência em terapia, pode ser útil pensares sobre o(s) processo(s) anterior(es). O que funcionou? O que sentiste que faltou? O que foi difícil? Essas reflexões podem ajudar-te nesta nova escolha e são também material importante para o próprio processo terapêutico, quando o decidires iniciar.
Já sei o que procuro. Não sei onde procurar.
Respondeste às perguntas anteriores, conheces melhor as tuas necessidades e preferências. E agora?
Pede recomendações a pessoa que conheces.
Se te sentires confortável, pedir recomendações pode ser um bom ponto de partida. Recorre à tua família, a amizades, a profissionais de saúde em quem confies. Ainda assim, lembra-te: somos todos diferentes. Mesmo a melhor recomendação pode não ser a escolha certa para ti – e isso não invalida a recomendação, a tua experiência ou, até mesmo, a qualidade do profissional.
Recorre à Internet para pesquisar.
A Ordem dos Psicólogos Portugueses disponibiliza uma ferramenta de pesquisa e as associações de psicoterapia possuem os seus diretórios. As redes sociais também são um espaço onde profissionais apresentam o seu trabalho e a sua forma de pensar a terapia.
Se tiveres dúvidas sobre a credibilidade de algum profissional, consulta o diretório da Ordem dos Psicólogos Portugueses – aqui. Qualquer psicóloga ou psicólogo, mesmo que em ano de estágio, tem de constar dessa plataforma para exercer de forma de legal em Portugal.
Procura ofertas a preços acessíveis.
Se a questão financeira for uma preocupação, dedica algum tempo a uma pesquisa cuidada. Dependendo do que te leva a procurar terapia, existem serviços gratuitos ou a preços reduzidos. Por mais desafiante que seja, tenta não desistir de procurar ajuda. O acesso pode não ser simples, mas o teu sofrimento merece atenção.
Preciso de ajuda AGORA. O que faço?
Mesmo pessoas que estão em terapia podem atravessar situações de crise e precisar de ajuda num momento em que a sua psicóloga não está accessível. Há também quem não tenha acesso a terapia, mas vive momentos de dor intensa que precisam de acolhimento imediato.
Nesta página encontras contactos de linhas de apoio telefónico. Estes recursos não substituem a intervenção terapêutica, mas podem ser um apoio crucial num momento difícil. Em crise, não te isoles. Marca o número. Aceita a ajuda.
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